O advogado Alberto Lopes Mendes Rollo, especialista em Direito Eleitoral, morreu neste sábado em São Paulo. Ele tinha 71 anos e estava afastado de sua banca, Alberto Rollo Advogados Associados, para tratamento de saúde. O enterro ocorreu neste domingo (8/1), no Cemitério da Araçá, em São Paulo. Deixa a mulher Janine e os filhos Alberto, Arthur e Alexandre, também advogados.


Alberto Rollo participou de comissão para analisar propostas da reforma política.
Divulgação

Atuante desde 1969, Alberto Rollo se formou em Direito pela Faculdade Católica de Direito de Santos. Também cursou Economia e Administração de Empresas na Universidade Municipal de São Caetano do Sul.

É um dos idealizadores da Comissão de Direito Eleitoral da OAB-SP, já foi professor universitário; vice-presidente da Comissão Nacional de Direito Eleitoral do Conselho Federal da OAB; Presidente da Comissão de Direitos e Prerrogativas dos advogados e conselheiro da seccional de São Paulo da OAB.

Escreveu mais de 15 livros, entre eles: Comentários às Eleições de 1992; Legislação para as Eleições de 1994Inelegibilidade à Luz da Jurisprudência; Comentários à Lei 9.100/95; Comentários à Lei Eleitoral 9.584/97; Comentários à Lei Eleitoral 9.504/97; Na defesa das prerrogativas do advogado; Propaganda Eleitoral – teoria e prática; O advogado e a administração pública, entre outros.

Nos tribunais, já representou políticos como ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (PSD), o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD) e o presidente Michel Temer (PMDB). Também integrou, em 2013, junto com Ives Gandra Martins e Dalmo Dallari, uma comissão de notáveis para analisar as propostas de uma reforma política.

Em nota, o presidente da OAB-SP, Marcos da Costa, lamentou a morte do advogado. “Querido amigo e combativo colega, que foi presidente da Comissão de Prerrogativas e conselheiro secional da OAB-SP na gestão de Rubens Approbato Machado. Deixa como legado as suas lições de direito eleitoral e uma família de advogados que seguem os seus passos na área, sua esposa Janine Rollo e os filhos Alberto, Arthur e Alexandre Rollo, conselheiro Secional e presidente da Comissão de Relacionamento com o Poder Legislativo da OAB-SP”.

Defensor da especialização
Em entrevista à ConJur, em 2013, ele defendeu a especialização da Justiça Eleitoral, que é formada atualmente por magistrados de outras áreas durante os períodos eleitorais. “É preciso ter cada vez mais gente especializada na Justiça Eleitoral. O Direito Eleitoral só agora está sendo implantado como curso nas faculdades.”

“É ilusão pensar que a Justiça Eleitoral trabalha três meses antes da eleição e três meses depois. Ainda não estão julgados todos os processos de 2012, por exemplo. A Justiça Eleitoral não está conseguindo julgar. No meu tempo os julgamentos ia até 4h ou 5h. Para começar no dia seguinte cedo. Não digo às 10h, mas às 13h. E era todo dia seguido e ia até de madrugada, o que fazia com que os prazos fossem cumpridos. Porque não adianta colocar na resolução do Tribunal Superior Eleitoral que os tribunais regionais eleitorais devem julgar até final de agosto e tudo deve estar julgado até 20 de setembro no TSE”, afirmou.

Eleitoralista Alberto Rollo morre em São Paulo aos 71 anos
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Consultor Jurídico

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